Encerramento do Ano Litúrgico dedicado ao Laicato. Ser Sal e Luz é missão de todos nós!

Ao encerrar-se o ano litúrgico dedicado ao laicato, vemos o quanto foi enriquecedor confirmar a presença do leigo como “sal da terra e luz do mundo”. Presente no mundo inteiro, o leigo, comprometido com a missão de Jesus, utiliza as ferramentas que tem, em seu dia a dia, na sua família, no seu trabalho e na sua comunidade, com empenho e generosidade, na construção de uma sociedade mais justa e fraterna.

A primeira organização leiga filiada à Congregação das Missionárias Servas do Espírito Santo foi estabelecida em Steyl (Holanda), no ano de 1921, chamada Liga Auxiliar do Espírito Santo. O propósito inicial era a devoção ao Espírito Santo e o apoio financeiro ao trabalho missionário das irmãs.

Atualmente denominada AMES (Associação Missionária do Espírito Santo), presente em várias partes do mundo, traz em si uma dimensão missionária renovada, em que o leigo é aquele que, na simplicidade de seu coração solidário, sai de si para que o outro viva com mais dignidade.

Cada grupo, com estrutura e atividades próprias, de acordo com as demandas em suas comunidades, realiza seus encontros de formação e ações missionárias. No Brasil, a Província Brasil Norte teve seu primeiro grupo de missionários leigos de Deus Uno e Trino (MLDUT) em 1996. Seus membros compartilham do carisma missionário e da espiritualidade trinitária das irmãs, na vivência dos valores cristãos e no testemunho vivo de Deus Uno e Trino.

Ser missionário leigo é contribuir com a Igreja e o com o mundo, dando continuidade à missão de Jesus. É comprometer-se com a dignidade do outro. É ser presença de vida e esperança no mundo, muitas vezes tão contraditório ao amor. É fazer a diferença com a sua própria vida.

(Fonte: Jornal SSpSWW NewsLetter. Casa Generalizia. Nº 161. Setembro 2018)

Nanci Queiroz
MLDUT-RJ
Coordenadora missionária
Colégio Imaculado Coração de Maria, Rio de Janeiro-RJ

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“Ser MLDUT é ser presença! É testemunhar sua fé e seus valores por suas ações, acolhimento, trabalho e sua conduta, que ensinam mais que palavras, não deixando passar nenhuma oportunidade de mostrar-se imagem e semelhança de Deus Uno e Trino, fazendo-se um na ‘comum-união’ com os que estão à sua volta e, mais que um, quando, ao unir suas forças aos outros, juntos vencerem desafios e se alegrarem com as conquistas diárias, louvando e glorificando a Deus, Senhor da Vida!”

Carla Bonfin de Carvalho
MLDUT-RJ
Vice-diretora no Colégio Notre Dame, RJ-Recreio
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“Sou filha das comunidades eclesiais de base (CEB). Isso implica ser gerada em tempos de crítica e de resistência ao modelo capitalista, além de luta pela construção de uma sociedade inclusiva, tolerante e, principalmente, cristã. Há mais ou menos 30 anos, eu sonhava com uma sociedade mais justa e digna para todos. Sonhava, não. Sonho! O ideal cristão permanece vivo dentro de mim. Acredito na possibilidade de construirmos uma sociedade na qual todos sejam respeitados e tenham ‘vida em abundância’. Sinto que sou privilegiada. Manter a chama cristã acessa numa sociedade em que impera o individualismo, a desigualdade, a intolerância e o preconceito é sinal de que sou protegida e amparada por Aquele que, muito antes de nós, acreditou nesse sonho: o Cristo.”

Simone Fortunato Nunes
Coordenadora missionária
Colégio Sagrado Coração de Jesus, BH
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Grupo do RJ na missa de encerramento do Ano do Laicato