Os desafios da felicidade, imortalidade e divindade para o homem contemporâneo

Os avanços na Medicina e nas ciências ocorridos desde o início da Idade Moderna marcaram, para os humanos, um estabelecimento de eras subsequentes cujo principal foco foi a manipulação da natureza e da ordem que esta determina. Tais fatores levaram ao aumento da expectativa de vida da população, além do desenvolvimento de tecnologias, principalmente no século XXI, que ultrapassam os limites humanos (algo que pode ser sintetizado pela frase “prever para prover”), como a criação de inteligências artificiais ou processos de mudança biológica, em geral. Nesse contexto, surgiu o tema da busca incessante pela felicidade, imortalidade e divindade, uma vez que, tendo amenizado os grandes problemas da humanidade (fome, peste e guerras) e percebendo a capacidade humana de modificação da realidade, a sociedade passou a perseguir desafios mais complexos a serem superados.

Felicidade é um termo relativo e abrangente. O vocábulo pode ter significados distintos, dependendo da visão de mundo da pessoa que o interpreta. Em termos gerais, essa palavra exprime um estado de espírito no qual um ser se vê realizado e contente com sua situação de vida, sem qualquer tipo de frustração. O grande desafio que envolve esse tema é como os homens conseguiriam alcançá-lo e o que fariam após a conquista. Algo que permanece por muito tempo acaba se tornando rotineiro e banal, o que resultaria na falta de rumo das pessoas que se declarem “felizes”.

A busca pela imortalidade pode ser relacionada com o ponto mencionado anteriormente, pois os seres humanos têm forte apego à vida e grandes dúvidas em relação à morte, algo que causa um crescente temor por esse “fenômeno” natural. Desse modo, a imortalidade seria uma solução para esse medo, trazendo a felicidade e, depois disso, a monotonia.

O último dos tópicos, a divindade, mostra o pensamento antropocêntrico dos humanos, pelo qual passam a se considerar como seres superiores. Assim, as atitudes tomadas passam a ser de degradação do meio e de outras formas de vida. Porém os humanos ainda não perceberam que o avanço tecnológico pode levar à degradação da espécie.

Nesse contexto, deve-se promover um acesso maior de informações para a população, auxiliando no alargamento de sua visão, já que, assim, a busca por tais temas citados seria feita com mais consciência de seus efeitos. Para isso, o governo deve investir em educação pública, incentivando as escolas a realizarem projetos que auxiliem os alunos a criarem planos de vida menos arriscados e mais realizáveis. Organizações não governamentais e outras instituições podem fazer campanhas que estimulem o respeito e a preservação da vida.

Maya Chaves M. Borges, 2º ano do ensino médio Colégio Sagrado Coração de Jesus, Belo Horizonte-MG