Enviados a continuar o caminho de Jesus

O Papa Pio XI proclamou, em 1927, Santa Teresinha do Menino Jesus como Padroeira das Missões. Naquele mesmo ano, celebrava-se o primeiro Dia Mundial das Missões. Desde então, no penúltimo domingo de outubro, comemora-se um dia dedicado às missões. O objetivo é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a coleta para apoiar os projetos que se realizam em favor das pessoas que mais necessitam.

O seguimento de Cristo é missão, e missão é serviço em vista da justiça e paz no mundo. Portanto os cristãos deveriam sentir o compromisso com o trabalho evangelizador.

Jesus, com sua vida e palavras, nos mostrou que os privilegiados do Reino de Deus são os que mais sofrem, vítimas da pobreza e da exclusão, pois o Reino do Senhor é justiça, misericórdia e vida plena e, por isso, é Boa-Nova.

O mesmo Jesus formou uma comunidade que logo vivenciou a Nova Aliança na Ceia Pascal (cf. Lc 22,20; Mc 14,24). E, após a experiência da ressurreição, os que acreditavam receberam o envio a continuar o caminho do Cristo que os convocara à prática do amor maior (cf. Mt 28,16-20; Lc 24,44-48; Mc 16,14-18).

Ao longo dos séculos e nos diversos contextos do mundo, a Igreja se renova, buscando, nas primeiras comunidades cristãs, sua essência missionária. Assim, o Decreto Ad Gentes afirma: “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na ‘missão’ do Filho e do Espírito Santo” (AG, 2). Essa compreensão quer nos reorientar aos cristãos, a vivermos nossa identidade missionária.

Renovemos nosso espírito missionário e, com alegria, acolhamos a mensagem o Papa Francisco, de sermos “Discípulos missionários cada vez mais apaixonados por Jesus e pela sua missão, até os últimos confins da terra”.

Irmã Juana Ortega, SSpS, é teóloga especializada em Bíblia. Nasceu no México, trabalhou em Moçambique e, atualmente, além de animadora vocacional, acompanha as jovens aspirantes na Comunidade Madre Josefa, em Belo Horizonte-MG.