
Neste Dia das Mães, queremos contemplar, com reverência e gratidão, os muitos rostos da maternidade que encontramos em nossa caminhada missionária no Brasil. Rostos tecidos de amor, coragem silenciosa, esperança perseverante e uma ternura capaz de sustentar a vida, mesmo em meio às tempestades do caminho.
Celebramos as mães das periferias, que despertam antes do sol e atravessam longas jornadas para garantir aos filhos o pão, o cuidado e a dignidade. Muitas vezes sozinhas, carregam nos braços o peso dos dias e, no coração, a chama insistente de um futuro mais justo.
Recordamos também as mães das comunidades rurais, que cultivam a terra com mãos marcadas pelo trabalho e fé perseverante. Entre plantações, colheitas e caminhos distantes, fazem germinar a vida e ensinam aos filhos a beleza da simplicidade, da resistência e da esperança que brota da terra.

Nossa gratidão alcança as mães migrantes e refugiadas, que cruzam fronteiras levando consigo sonhos, saudades, memórias e feridas profundas. Mulheres que recomeçam em terras desconhecidas e, mesmo atravessadas pelas perdas e inseguranças, continuam acreditando na possibilidade de um amanhã mais humano para seus filhos.
Lembramos com carinho as mães de nossos colégios, que confiam à educação o futuro de suas crianças e acreditam que o conhecimento pode abrir horizontes de transformação. E as mães de nossos centros educacionais, que encontram ali um lugar seguro para deixar seus filhos enquanto trabalham, lutando diariamente para garantir o sustento e preservar a dignidade de suas famílias.
Neste dia, queremos abraçar também as mulheres indígenas, guardiãs da memória ancestral, que transmitem às novas gerações a sabedoria de seus povos, o respeito pela natureza e o profundo sentido de comunidade e pertencimento.

08Rezamos pelas mães que buscam cuidado e cura para suas famílias, especialmente aquelas que passam pelos nossos espaços de tratamento hospitalar e de saúde integrativa. Quantas carregam silenciosamente a dor, o medo e o cansaço, mas continuam oferecendo colo, cuidado e ternura aos que amam.
Nossa homenagem se estende ainda às mães de nossas comunidades e paróquias missionárias: catequistas, agentes de pastoral, voluntárias, lideranças comunitárias, mulheres que evangelizam com a própria vida e acreditam que a fé pode transformar o mundo e semear paz para as futuras gerações.
E lembramos, com profunda compaixão, das mães que hoje choram seus filhos por causa da violência, das guerras, da fome, das injustiças e dos conflitos que ferem a humanidade. Mães que aguardam notícias, atravessam o luto, enfrentam a solidão e o medo, mas continuam rezando, amando e esperando contra toda desesperança.

Neste Dia das Mães, como missionárias servas do Espírito Santo, queremos agradecer a cada mulher que transforma a própria existência em espaço de acolhida, cuidado e geração de vida.
Que Maria, a Mãe de Jesus e Mãe de todas as mães, caminhe ao lado de cada uma delas. Que envolva com seu manto as mães cansadas, aflitas e feridas; fortaleça as que perderam a esperança; console as que choram; proteja as que lutam diariamente pela vida de seus filhos.
Nossa Senhora, mulher da ternura e da coragem, ensina-nos a cuidar da vida com amor fiel e coração compassivo. Que nenhuma mãe se sinta sozinha. E que, mesmo em meio às dores do mundo, nunca lhes falte a esperança que vem de Deus. Amém.
Missionária serva do Espírito Santo, coordenadora da Província Stella Matutina (Brasil Norte).
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