Nações Unidas declaram 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas

A diversidade cultural é uma das maiores riquezas que temos no mundo, e é inegável a contribuição das comunidades indígenas para a preservação da história cultural da humanidade. Falantes da maioria das línguas mundiais, esses povos herdaram e continuam transmitindo às sucessivas gerações a história, os costumes, as formas artísticas, as tradições, a memória, o pensamento e significados dessas culturas.

De acordo com dados da UNESCO, existem hoje 370 milhões de indígenas no mundo, presentes em 90 países. Ao todo, são 5 mil culturas indígenas distintas. É pela linguagem que esses povos mantêm viva a memória do passado e constroem seu futuro. Apesar dessa relevância, as línguas indígenas vêm desaparecendo em um ritmo alarmante.

Assim, diante dessa perda progressiva do que é considerado patrimônio mundial, a UNESCO declarou 2019 como o Ano Internacional das Línguas Indígenas e pretende focar nas seguintes áreas:

• aumento da compreensão, da reconciliação e da cooperação internacional;
• criação de condições favoráveis para o intercâmbio de conhecimentos e difusão das boas práticas em relação às línguas indígenas;
• integração das línguas indígenas no estabelecimento de normas;
• empoderamento por meio da capacitação;
• crescimento e desenvolvimento por meio da elaboração de novos saberes.

Para melhor difundir pesquisas, eventos, vídeos, formas de participação e outras informações, foi criado o site (em espanhol) https://es.iyil2019.org/. Conhecer a cultura desses povos certamente é a melhor maneira para ajudar em sua preservação. A perda de elementos culturais, como as línguas indígenas, é um prejuízo enorme para toda a humanidade e não apenas para um grupo. Por isso empenhemo-nos, todos, na conservação das línguas indígenas!

Por: Irmã Stela Maris Martins
Presidente da Redes (Rede de Solidariedade) e graduanda em Ciências Sociais pela PUC Rio.