Pai é quem cria. Você duvida?

 

Este segundo domingo de agosto, das vocações, é dedicado à vocação familiar. Também cai no nosso dia dos pais. E, é claro, nos faz pensar sobre o papel do pai nos dias de hoje.

Você já deve ter ouvido a famosa frase “Pai não é quem faz. É quem cria”, não? Essa frase parece uma brincadeira, mas é uma grande verdade.  Pai é mais que gerar um filho. É criar. Orientar. Sustentar. Apoiar. É fazer do amor o maior combustível da sua vida. E não estamos falando só de como é ‘bacana, legal e bonitinho ser pai’. Assumir o compromisso da criação dos filhos por quem os gerou é de vital importância para a sociedade. Duvida?

Pesquisas americanas revelam que a grande maioria dos problemas sociais da América estão relacionados à ausência da figura paterna na vida de sujeitos com problemas com a lei, por exemplo (veja o gráfico). Crianças que crescem  sem a presença do pai aumentam em quatro vezes o risco de viverem na pobreza, apresentam níveis mais elevados de comportamento agressivo, duas vezes mais riscos de mortalidade infantil. Tem também sete vezes mais probabilidade de engravidar na adolescência e maior chances de sofrer maus tratos e negligência. Crianças que sofrem com a ausência do pai são mais propensas ao uso e abuso de álcool e drogas, duas vezes mais propensas à obesidade e ao abandono dos estudos. No Brasil, uma pesquisa do Datafolha revelou que 70% dos menores infratores internados na antiga Febem não viviam com o pai.

Tá faltando pai no mundo

O número de crianças que crescem sem a presença do pai em todo o mundo vem aumentando de forma alarmante nas últimas três décadas. Só nos Estados Unidos, são 24 milhões de crianças (1 a cada 3) que vivem nessa situação.

No Brasil, não há pesquisas que mostrem o sumiço do pai na vida dos filhos, mas segundo a Associação dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-SP), de cada 20 crianças registradas em São Paulo, uma não tem o nome do pai na Certidão de Nascimento. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com base no Censo Escolar de 2011, apontam que há 5,5 milhões de crianças brasileiras sem o nome do pai na certidão de nascimento.

Vamos resgatar os pais!

Com tamanha ausência dos pais e pela importância que eles tem, será que não está na hora de resgatarmos o seu valor?

Segundo psicólogos, para os filhos, o homem é visto como uma figura de autoridade, força, segurança e coragem. E ele vai levar todas estas qualidades ao começar a desenvolver a sua relação com o mundo, tendo mais segurança para explorá-lo.

Um exemplo clássico é quando você vai naquele parque de diversões e entra na fila da montanha russa; enquanto sua mãe fica preocupada, com medo de você passar mal, seu pai fica te encorajando a ir não só na montanha russa, como em brinquedos até piores.

Além do mais, a autoridade do pai deve ser usada para dar orientações seguras e gerar confiança e independência. Sabe aquele exame da autoescola? E aquele emprego que parece ser um desafio? São nessas horas que um pai deve encher a bola do filho e dizer que ele consegue.

Tirando um pouquinho a parte de deveres paternos, o que acha de ser amado e respeitado pra sempre? Seus filhos serão seus eternos amigos e pessoas da sua confiança. Vale a pena ter uma família, vale a pena ser um pai!

Indicamos esse vídeo do Marcos Piangers, autor do best seller – O papai é pop. Veja sua experiência de vida onde ele conta como é crescer sem um pai – e como ele mudou isso na sua vida.

Cada pai que abandona um filho não sabe o que está perdendo.

Posted by Marcos Piangers on Monday, December 28, 2015