“Pedagogia do (im)possível”

 

A gente é pura teimosia e acredita no que parece impossível…

É aquele tempero que vira otimismo, irreverência, resiliência, insistência, ousadia, coragem, fuga, esperança e chegada.

Todo mundo, um dia, conheceu alguém que transpira fé e é mestre da “Pedagogia do (im)possível”.

E eu nem ninguém estamos sozinhos nessa aventura de simplesmente crer.

Com o auxílio de minha memória afetiva e alguns “google”, trouxe frases e modos de viver que carregam essa inspiração…

O Papa Francisco já dizia que nada é impossível para Deus e, se nós acreditarmos nisso, faremos milagres.

Fernando Sabino foi simplesmente arrebatador e declarou que, “no fim, tudo dá certo e, caso não tenha dado certo, é porque ainda não chegou ao fim”. 

São Francisco de Assis foi metodológico: “Comece fazendo o que é necessário, depois o que é possível. De repente, você estará fazendo o impossível”.

E a Madre Tereza de Calcutá também não passou batido. Ela repetia o dito que “A fé nos faz crer no incrível, ver o invisível e realizar o impossível!”.

É tanta inspiração que vai entrando nos poros, mente e ouvidos que a gente se sente coautora de tantas palavras ditas.

Dom Helder Câmara foi taxativo: “Ai do mundo se não fosse a utopia”.

Padre Júlio Lancellotti segue em sua incansável e terna busca do impossível! 

Maria Conceição Evaristo fez um trato que parecia impossível de se realizar: “Eles combinaram de nos matar, mas nós combinamos de não morrer!”.

Luiza Erundina vem dar um sabor a mais para essa “Pedagogia do (im)possível”: “O desânimo é conservador, e a esperança, revolucionária”.

Para nos fazer refletir e analisar, Freud, em minha ousada e atrevida síntese, sabia que acreditar no irreal, no impossível tornaria a vida mais suportável, mas também poderia nos afastar da realidade.

Trouxe Nise da Silveira numa citação atribuída a ela que diz: “Para navegar contra a corrente, são necessárias condições raras: espírito de aventura, coragem, perseverança e paixão”. O que ela afirmou é bem próximo do (im)possível que aqui está sendo tratado e que ainda tem muitos inspiradores…

Paulo Freire nos apresentou o inédito viável e nos ensinou que é impossível viver sem sonho, inspiração da ação transformadora.

Arnaldo Antunes canta que “O amor faz o impossível e amplia o infinito”.

Maria da Penha Maia Fernandes enfrentou as impossibilidades legais.

Charlie Brown Jr. vocalizou: “O impossível é só questão de opinião”. 

Zack Magiezi se aproximou da “Pedagogia do (im)possível” quando escreveu: “Até um par de asas pode se tornar um peso quando falta coragem”.

Haveria muitas outras pessoas e pensamentos para trazer a teimosia em forma de palavras e nos fortalecer na crença no (im)possível.

Vida que segue, pois só assim se alcança o impossível e se constrói cotidianamente a “Pedagogia do (im)possível”.

E como mineira e atleticana que sou, deixo um lembrete: “Quem ficar parado vai tomar um ‘tá ligado’”.

 

Maria José Brant (Deka)

Assistente social, jardineira nas horas vagas.

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