Por que a Solenidade de Pentecostes é tão importante para a Igreja

Sejamos nós os Apóstolos reunidos com Maria no Cenáculo e, juntos, vivenciemos o amor de Deus derramado sobre nós. Esse amor denomina-se Espírito Santo. Amor de Deus em nós e um convite para que continuemos aquilo que se iniciou logo após o Pentecostes: a missão da Igreja. Um convite a levar essa experiência extraordinária que vive e está presente na Igreja e a acompanha no decurso dos séculos, fazendo-a ser viva e atuante no mundo.

O Espírito Santo tem papel essencial na vida da Igreja, pois aqui inicia o papel missionário dela. O Espírito é a alma da Igreja, pois vemos em todas as ações realizadas por ela a ação e a força do Espírito, o qual assiste e guia cada iniciativa desenvolvida por ela.

O Espírito Santo é o elo da Trindade, em que o Pai gera o Filho na força do Espírito Santo, por isso são modelos de comunidade. Jesus escolhe a festa da colheita dos judeus para enviar o Espírito Santo sobre os Apóstolos e sobre Maria. Faz-se uma analogia com livro de Êxodo (23,14). A passagem destaca que se ofereciam as primícias dos frutos a Deus, assim, a Igreja que nasce na força do Espírito deve anunciar a todos as maravilhas de Deus em favor das pessoas.

O ponto de partida de nossa ação missionária pós-Pentecostes é o amor. O Espírito nos lembra que, sem o amor na base, tudo é vão. Ele é o “motor” de nossa vida espiritual, alimentando nossa memória, e nos leva à recordação do amor de Deus, seu olhar pousado sobre nós.

Podemos comprovar esse amor nas linhas do Catecismo da Igreja Católica (n. 684) nas quais se afirma: o “Espírito Santo, pela sua graça, é o primeiro no despertar da nossa fé e na vida nova que consiste em conhecer o Pai e Aquele que Ele enviou, Jesus Cristo”.

Que possamos receber a força e a graça vinda de Deus a nós pela Festa de Pentecostes e trilhar os passos para chegarmos à alegria de Deus e vê-lo face a face. Para isso, exige-se de nós abertura total ao plano de Deus, que é receber e reconhecer a ação divina pelos dons derramados sobre cada um de nós e que nos torna filhos de Deus. Como filhos, temos nossas obrigações de falar de Deus às pessoas, promover carismas em toda a Igreja.

Que a Festa de Pentecostes desperte em nós o ardor missionário de ser Igreja, de acolher o outro e transmitir o amor de Deus a cada pessoa. Que “arda” nosso coração assim como aconteceu no dia de Pentecostes, levemos a mensagem de Deus a todas as pessoas e sempre possamos contar com o Espírito prometido. Maria, a primeira missionária, esteja a nosso lado, inspirando-nos, intercedendo e, acima de tudo, sendo modelo de acolhimento do amor de Deus. Viva o Espírito Santo em nossos corações!

Antonio César Burnat
Professor no Colégio Sant’Ana, Ponta Grossa-PR.

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