Presença missionária em Papua-Nova Guiné

Papua-Nova Guiné, país da Oceania, é um mundo desconhecido para a maioria dos brasileiros, mas foi um dos primeiros campos de missão das missionárias servas do Espírito Santo (SSpS). Elas estão lá desde 1899.

Com uma cultura riquíssima, o país tem três idiomas oficiais e mais de 800 línguas indígenas locais, para se ter uma ideia da variedade de grupos nativos. A população enfrenta problemas sociais, como pobreza, violência, mortalidade infantil, falta de acesso à educação, entre outros.

Por isso, além do trabalho pastoral e de anúncio do Evangelho que as irmãs realizam, elas também atuam nas áreas em que há maior necessidade, como escolas, hospitais, maternidades, clínicas itinerantes, atendimento a pessoas com HIV/Aids, promoção da mulher, projetos de desenvolvimento social e de formação nas aldeias.

A presença das irmãs em Papua-Nova Guiné motivou os alunos do 2º ano do ensino médio do Colégio Espírito Santo, em São Paulo-SP, a produzirem uma peça de teatro sobre a realidade daquele país e encená-la durante a II Semana Sem Fronteiras, realizada no início de outubro. Dada a qualidade do trabalho, os alunos foram convidados para se apresentarem no Centro Missionário Cultural Santíssima Trindade, para o encerramento do Mês Missionário Extraordinário.

Encerramento do Mês Missionário

No dia do aniversário de nascimento de Santo Arnaldo Janssen, 5 de novembro, o Centro Missionário promoveu um evento para encerrar o Mês Missionário Extraordinário. Estiveram presentes os alunos do Curso de Formação Teológica e Missionária, as irmãs da Comunidade do Convento Santíssima Trindade e Santana, e o grupo de alunos do Colégio Espírito Santo, acompanhados dos professores, para assistir ao teatro sobre Papua-Nova Guiné.

A peça, toda montada pelos alunos, apresentou uma jovem que, ao chegar em casa, liga a televisão e assiste a diferentes gêneros de programação, todos sobre Papua-Nova Guiné. Os alunos encenam os programas, mostram danças típicas e incluem documentários, entrevistas e até o depoimento em vídeo de uma missionária brasileira, Ir. Lourdes Hummes, que trabalhou 18 anos naquele país.

Depois de uma hora de apresentação, uma terra até então longínqua e desconhecida passou a fazer parte do coração dos que assistiram à peça. Souberam do drama que as mulheres enfrentam, uma vez que, por causa da cultura machista, são vítimas constantes de violência doméstica, estupro e outros crimes. Somente há poucos anos, o país adotou uma legislação que as protege, mas mudanças culturais são lentas, e os homens continuam violentos.

Mas o público também viu a beleza de sua natureza, de suas danças e de seus povos. É um país exótico, cheio de mistérios e com muitos desafios. Os 120 anos de presença missionária naquele país certamente estão contribuindo para que as pessoas tenham melhor qualidade de vida, educação, saúde e a oportunidade de conhecer os valores do Evangelho.

Irmã Ana Elídia Caffer Neves, SSpS
Jornalista, membro da Equipe de Comunicação Congregacional e coordenadora de Comunicação da Província Stella Matutina (BRN)

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