Os pecados apagai,
fecundai nossa aridez,
a ferida em nós curai.
Cantar, rezar ou escutar o Veni Sancte Spiritus (Vinde, Espírito Santo):
Vinde, Santo Espírito,
e mandai-nos lá do céu
um clarão de vossa luz.
Vinde, pai dos míseros,
vinde, doador dos bens,
vinde luz dos corações.
Ó melhor consolador,
e das almas hóspede,
e suave alívio.
Sois descanso no labor,
sois a calma nas paixões
e conforto em nossa dor.
Bem-aventurada luz,
inundai os corações
dos que vós santificais.
Sem a vossa inspiração,
nada existe em todos nós,
nada existe em nós bom.
Os pecados apagai,
fecundai nossa aridez,
a ferida em nós curai.
O que é rígido abrandai,
o que é frio aquecei,
o errado corrigi.
Dai, Senhor, a todos nós,
confiantes sempre em vós,
os sagrados sete dons.
Dai o prêmio a todos nós,
dai-nos salvação final,
dai-nos gozo eternal. Amém.
Reflexão
“Lava quod est sordidum,
Riga quod est aridum,
Sana quod est saucium.”
Diferentemente de algumas traduções, o texto latino não usa termos morais. Não fala de pecado ou culpa, mas apresenta um pedido simples:
“Lavai o que está sujo; regai o que está seco; curai o que está ferido.”
Essas imagens vêm da vida cotidiana:
- O Espírito é como uma lavadeira, que limpa a sujeira e faz tudo voltar a brilhar.
- O Espírito é como um jardineiro, que rega as plantas para que cresçam e floresçam.
- O Espírito é como um médico, que cuida e cura as feridas.
São três imagens diferentes que expressam uma única realidade: o Espírito de Deus é pleno de cuidado amoroso.
A conhecida cerâmica da Trindade Misericordiosa expressa visualmente essa realidade: estamos no centro da atenção de Deus.
A maioria das pessoas deseja ser vista e reconhecida. Gostamos de nos apresentar como pessoas boas, capazes e fortes. Mas essa imagem nos mostra algo diferente: a pessoa está no centro, sim; porém ferida, necessitada, incapaz de cuidar de si mesma.
Como o bom samaritano, Deus Pai acolhe essa pessoa em seus braços. Deus Filho inclina-se para lavar seus pés, recordando o gesto do lava-pés. E, acima, o Espírito Santo está pronto para soprar vida e calor nesse corpo fragilizado, como no dia da criação.
Meditar em silêncio por alguns minutos.
Arnaldo Janssen escreveu em seu Testamento Espiritual:
“O Espírito Santo é chamado vivificante, isto é, aquele que dá a vida. Ele realiza a salvação por meio da santificação da humanidade. É também chamado Espírito Criador e, por isso, podemos atribuir a Ele a criação de todos os seres vivos e, de modo especial, a renovação da vida humana.”
Cantar um breve refrão ou invocação ao Espírito Santo.
Leitura: Gênesis 2,5-8
Ainda não havia nenhum arbusto do campo sobre a terra, e nenhuma erva do campo tinha brotado, porque o Senhor Deus não fizera ainda chover sobre a terra, e não havia homem para cultivá-la. Mas um vapor subia da terra e regava toda a superfície do solo. Então o Senhor Deus formou o homem do pó da terra e soprou em suas narinas um sopro de vida, e o homem tornou-se um ser vivente. Ora, o Senhor Deus tinha plantado um jardim no Éden, ao oriente, e ali colocou o homem que havia formado.
Oração meditativa
Contemple a imagem da cerâmica. Volte sua atenção para o centro. Quem ou o que está hoje no centro da atenção de Deus, em sua vida, no lugar onde você vive e atua? Perceba o Espírito em ação: limpando, regando, curando…
Oração final
Espírito que lava, fazei-me brilhar novamente como missionária, como irmã.
Espírito jardineiro, ajudai-nos a cuidar da criação para que ela permaneça viva e fecunda.
Espírito médico, tornai-nos sensíveis às feridas e sofrimentos das pessoas ao nosso redor.
Que nossas palavras sejam remédio e nossas ações, bálsamo.
Abençoai-nos, guardai-nos no vosso amor e conduzi-nos à vida e à alegria que não têm fim. Amém.
Canto final à escolha
Veja mais
1º dia – “Vinde, Santo Espírito”
2º dia – “Vinde, Pai dos pobres”
3º dia – “Ó melhor consolador”
4º dia – Sois conforto em nossa dor
5º dia – “Inundai os corações”
6º dia – “Sem vossa inspiração, nada existe”
Imagem principal: Sarayut (Istock)
