Na COP30, realizada em Belém-PA, a Vivat Internacional vem participando ativamente em atividades que destacam a defesa dos povos indígenas, dos defensores dos direitos humanos e do Movimento Laudato si’. Um tema unificador em todas essas ações é a forte condenação da destruição de nossa Casa Comum.
Testemunhos de devastação e ameaças
As comunidades presentes em um evento realizado na sexta-feira, 14 de novembro, relataram a crescente devastação de suas florestas e territórios. Essa destruição é impulsionada pela mineração predatória, a exploração e o comércio ilegal de madeira, o tráfico de drogas e diversas formas de violência que atingem desproporcionalmente as populações indígenas. Os líderes comunitários vivem sob constante ameaça. A cada ano, cresce o número de assassinatos de pessoas que defendem a vida, as florestas e a água.
O apelo do cardeal David por uma conversão ecológica
Essa dura realidade foi reforçada pelo cardeal Pablo Virgilio David, presidente da Conferência Episcopal das Filipinas. Ele enfatizou a necessidade urgente de uma profunda conversão ecológica. Destacou também que a crise climática expõe profundas divisões em nossas relações uns com os outros e com a natureza, impondo um fardo pesado sobre os mais pobres, particularmente nas nações do Sul Global.
O cardeal chamou a atenção especificamente para o sofrimento dos povos indígenas. Apesar de seu papel essencial na proteção de grande parte da biodiversidade mundial, seu conhecimento e sabedoria permanecem insuficientemente reconhecidos e valorizados.
Caminhos para a reparação planetária
O cardeal David disse que reparar os danos infligidos ao planeta exige confissão, contrição e penitência, interpretadas como reconhecimento, remorso e ação concreta. Ele afirmou que não basta simplesmente admitir as falhas; é urgente transformar as estruturas que geram destruição.
As principais propostas-chave incluíram:
- mecanismos de reparação ecológica;
- proteção territorial abrangente (utilizando a abordagem “da crista ao recife”);
- modelos para converter dívida em investimentos para a regeneração ambiental.
O chamado da Igreja: fé em ação
As sessões terminaram com um apelo contundente da Igreja, canalizado pelo Movimento Laudato si’: a oração por si só não basta. A fé deve se traduzir em ações concretas pela justiça climática, organização comunitária, defesa territorial e um compromisso genuíno com a vida.
A participação da Vivat Internacional reforçou o compromisso das congregações religiosas em ouvir as pessoas vulneráveis, denunciar as injustiças e promover ações que contribuam para a transformação essencial da nossa Casa Comum.
A Vivat Internacional
A Vivat Internacional é um organismo multicongregacional. Foi fundada, em novembro de 2000, pelas irmãs missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) e os missionários do Verbo Divino (SVD). Atualmente reúne 12 congregações que atuam em 121 países. Tem como missão de promover, em âmbitos internacional e local, a defesa dos direitos humanos e do cuidado com a Casa Comum. A Vivat tem status consultivo especial no Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas (Ecosoc) e está associada ao Departamento de Comunicações Globais da ONU.
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Equipe SSpS Brasil, com informações e fotos da Vivat Internacional.

