Em meio às atividades da COP30, realizada em Belém do Pará, um manifesto sobre crise climática escrito por estudantes brasileiros foi entregue à Vivat Internacional, organização não governamental com assento na Zona Azul da Conferência. A entrega foi feita durante um momento especial de diálogo e reflexão, no qual as missionárias servas do Espírito Santo (SSpS) destacaram a importância de incluir a juventude nos debates globais sobre a crise climática.
O manifesto é resultado do Fórum de Debates realizado com alunos do ensino médio dos colégios SSpS em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Ao longo de diversas discussões, os jovens refletiram sobre a crise climática e sobre o papel que podem desempenhar como estudantes comprometidos com causas humanitárias e ambientais.
“É algo pequeno diante de tudo o que aconteceu na COP30, mas representa nossos alunos se colocando numa discussão profunda sobre o que podem fazer para contribuir com soluções”, declarou, durante a entrega, a irmã Maria de Fátima Marques, presidente do Conselho da Rede SSpS.
Representando a Vivat Internacional, a irmã Petronella Boonen, SSpS (Ir. Nelly), recebeu oficialmente o documento. O manifesto elaborado pelos jovens pede ações urgentes de justiça climática, valorização dos povos indígenas, criação de fundos emergenciais para países vulneráveis, transição para uma economia sustentável e ampliação das disciplinas de Educação Ambiental e Direitos Humanos nos currículos escolares. Os alunos também propõem maior inclusão da juventude em fóruns internacionais e defendem transparência e compromisso real de líderes globais diante da crise climática.
Segundo a Ir. Maria de Fátima, a participação de representantes da Rede de Educação na Cúpula dos Povos foi um marco pedagógico e formativo. “Trata-se de aproximar debates dos nossos jovens que fazem sentido para o presente e para o futuro da humanidade”, afirmou.
A iniciativa se soma a diversos projetos da Rede SSpS inspirados pela COP30, como a criação de míni-ONGs, atividades interdisciplinares sobre povos originários, uso consciente da água e práticas sustentáveis, além de ações sobre a Antártida, mudanças climáticas e mitigação de impactos ambientais.
Com a entrega oficial do manifesto, os estudantes reafirmam seu protagonismo e fortalecem a presença da juventude nos espaços globais de decisão. Esse documento foi construído a muitas mãos, com sensibilidade, criticidade e compromisso com o futuro do planeta.
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